sexta-feira, 8 de julho de 2011

Cisne Branco

Parece delicada, suave. Realmente, uma plumagem branca. Mas é forte, sim! Muito forte Só ela sabe. Aguentou muita coisa e agora está lá. Mais linda impossivel. Seus sentimentos se confudem, quase fica nervosa, mas não, é confiante, entra no palco determinada, sabe exatamente o que fazer. Em sua caminhada ao foco encara a platéia que ainda não a ve, respira fundo. Treme? Não. No meio de uma multidão o encontra. (Ele veio!) Agora sim, finalmente fica nervosa. Um nervosismo maravilhoso! Quer dar o seu melhor no palco e numa ação inspirada, pisa forte. A luz a atinge. Sua roupa branca brilha, muito. Seu sorriso mais ainda. O coque impecável. Bela maquiagem. Pose cheia de técnica e expressão. Na cabeça a contagem, é involuntária depois de tantos ensaios. ...7,8 a música começa. Lança um rápido olhar a um certo alguem da platéia, certifica-se que a atenção é para ela. Marca um ponto no meio do nada e vai. DANÇA. Agora sim, ela treme, grita, chora, silencia.Esquece tudo. Milhares de coisas passam por sua cabeça, tantas coisa que não consegue se prender a nada. Mente vazia, coração aberto, corpo solto. DANÇA. Ela não sabe mais o que e nem como faz o que está fazendo agora.
É verdade, tem gente que dança pra emagrecer, tem gente que dança pra estar num grupo, dança pra se mostrar, dança por obrigação. Tem gente que dança por que precisa dançar.
Tem gente que dança pra esquecer, pra fugir. Por dinheiro. É triste.
Mas também tem muita gente que dança sem motivo, dança por dançar. Dança porque ama. E é nessas pessoas que vemos a dança, que vemos aquele sorriso sincero, aquela explosão de alegria por estar ali, e não aquele sorriso ensaiado. É diferente. É aí que se ve a delicadeza e a junção de todos os passos de bailarina e não uma sequência de passos decorados. Se ve a dança. É maravilhoso.
Tem gente que dança sem motivo, dança por dançar. Dança porque ama. O cisne branco se transforma e ama dançar.



Dedicado a todos os cisnes do mundo da dança, independentemente do estilo. Dancem e continuem dançado, sem motivo, sem entender, com técnica, sem técnica, gordos ou magros, dancem.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Yin Yang

O contrário do amor, como muitos pensam, não é o ódio, e sim a indiferença. Reflita.

Confuse?

He'll be so perfect to me that if we stay togheter this perfection will get not so fun, not so perfect. Sometimes what is not perfect for you in your mind, gets perfect in life. And what sounds perfect in your mind, in life loose the fun, the meaning, the love.
The conclusion?
- Hate the person that you love or the person that you love you will hate;
or
- Start to love the person that you hate.
Confuse?
Oh! now you know the love.


Eu tenho medo de perder o que nem é meu.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Satori

Sabe de uma coisa? Apesar de TODOS os pesares dessa vida, eu a amo. É sério. Claro, eu tenho os meus momentos - e que momentos- ruins, mas como disse são só momentos.
A adolescência está bem longe de ser uma fase ruim, é so uma fase onde tudo não parece, e sim é, mais intenso: as alegrias e as tristezas, os romances e as desilusões, os sonhos e a realidade. Mas como uma amiga minha diz:

Que bom que eu posso ter espinhas ao invés de rugas!
Que bom que eu me preucupo com provas de escola ao invés de provas de faculdade!
Que bom que eu procuro, quando quero um trabalho voluntário ao invés de correr atrás de estágios e mais estágios por obrigação!

Isso é  pura verdade! É MARAVILHOSO poder chegar em casa depois daquela sexta-feira, último dia daquela semana, chutar o tênis e gritar: HA!Hoje é sexta- feira! Almoçar e de tarde fazer o melhor brigadeiro de microondas do MUNDO!
Tenho certeza que uma senhora já não ve mais tanta graça numa santa colher de brigadeiro. E aí? Qual a melhor idade?
Também é uma delícia tomar banho ouvindo música alta dublando com o pote de shampoo ou condicionador - coisas julgadas ridículas ou de filme americano, que nós recebemos carta branca com a desculpa de: adolescentes.
Deeixa os adultos pensarem assim! Mal sabem eles o que tão perdendo. Ou sabem e agora esqueceram, ou quiseram esquecer.
Não importa, eu só sei que agora bateu o satori de que é tempo de fazer o que eu quero, desligar o botaozinho da opiniao alheia e seguir em frente.
Não ligar se vou parecer a adolescente apaixonada, dramática, exagerada, louca, rebelde, patricinha, moleca, estudiosa de mais, desleixada de mais, FELIZ de mais! Eu só vou curtir meus momentos, e se alguma coisa der errada, relaxa, a sexta- feira sempre vai chegar trazendo com ela uma deliciosa tarde com brigadeiro e as amigas.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Welcome realidade!

Quando somos pequenos, sonhamos em abraçar o  mundo, o que na nossa cabeça não é difícil, pensamos que podemos fazer tudo facilmente, como parte essencial e natural de nossa vida. No meu caso em particular, achava que realizar esses sonhos era tão fácil, que prometi a mim mesma nunca reclamar da vida, dos estudos, do trabalho, ou da própria adolescência como via os mais velhos fazendo.
Era tão óbvio crescer sendo uma boa aluna, me formar no inglês, no ballet, no jazz, ter um tempinho de sobra para aprender tocar violão e cantar, ou quem sabe cozinhar. Escrever no blog, ler um livro e claro, ficar com a família e as amigas! Quando chegasse no último ano, daria aquele gás a mais e pronto. No outro ano, lá estaria eu em uma boa faculdade, cheio de ‘extras’ no currículo, o que me levaria à um bom estágio, e depois, eu seria muito bem sucedida numa profissão em que eu pudesse mudar o mundo! Seria plenamente feliz com o meu marido e os meus filhos – um casal de gêmeos, seriam aquelas crianças calmas e sorridentes, que saberiam brincar sozinhos num parquinho.
A gente vai crescendo, a realidade vai chegando... e no começo até vemos os nossos sonhos se encaminhando à nossa vida. Mas aí, parece que eles acham uma curva e mudam completamente a rota. Vão ficando cada vez mais e mais distantes de nós. Cada vez mais difíceis de serem alcançados.
Cai a ficha de que não vou me formar no ballet, não vou nem fazer aula de jazz. Tempo de sobra? Adeus violão e cozinha! Blog apenas em situações extremas de alegria ou desespero.  Livro vira obrigação de escola, família vira motorista, e amigas, colegas de sala. Quando se chega ao nono ano ‘descobre’ uma palavra em que você deseja seriamente rancar a dentes e unhas do dicionário. VESTIBULAR. Parece que a partir de agora todos os professores só falam nisso em todas as aulas. Isso te sufuca. Me sufoca, e muito. Bem, conseguindo estar numa boa faculdade, e um trabalho quem sabe, você descobrirá que não será bem recompensada e não vai poder mudar o mundo! Afinal, já e tão difícil convencer um coordenador de Ensino Fudamental II, ou nossos pais de uma opinião, quem dirá mudar o MUNDO??
Quanto ao felizes para sempre com o seu marido plenamente feliz, você descobre que tem que conquistá-lo primeiro, e isso não chega nem perto do fácil, ou até mesmo do difícil. E aprende em ciências que cientificamente dependendo da sua família você nunca terá gêmeos, e é isso.
Existe uma frase que descreve bem a realidade “ É fácil desistir de algo que não se dá muito valor, difícil é lutar por algo que se quer muito.” Ou então “ Desistir de algo que se quer muito e mais difícil que lutar por algo que não é do seu interesse”, não lembro qual é a correta. Só sei que é difícil e triste chegar a conclusão que você não vai poder realizar seus sonhos de criança. Sonhos que mal pareciam sonhos, de tão naturais que lhes parecia.
Acho que esse texto é mais um pedido de desculpa a mim mesma. A mim mesma quando era criança. Pedindo desculpa por quebrar um promessa- isso era o fim, eu dava valor a minha palavra. E prometi que quando tivesse um sonho, eu iria realizá-lo sempre, e que nunca iria reclamar da vida, dos estudos, do trabalho, ou da própria adolescência como via os mais velhos fazendo.
Desculpa, mas a vida é sim difícil, e quando vamos crescendo vamos abrindo mão de alguns sonhos para realizar outros. Mesmo que esses outros sonhos não sejam nossos propriamente ditos. Acho que se eu pudesse voltar no tempo e pedir desculpa pra mim mesma, eu aceitaria, afinal, era incapaz de negar um pedido de perdão – achava que isso, o perdão, também era um dos caminhos para a paz mundial.
Fui uma criança cheia de sonhos... E agora, na adolescência, acho que tudo vai dar errado, que não vou conseguir fazer nada. Mas, essa é uma fase cheia de medos e incertezas mesmo. Quem sabe eu me torne uma adulta sonhadora, e seguindo a ‘profecia’ de Walt Disney, If you can dream it, you can do it – Se você pode sonhar com isso, você pode fazer; eu mude o mundo, e termine todos os meus sonhos! Parecia tão fácil antes, e talvez seja mesmo, é só o medo subindo nas nossas cabeças que nos faz pensar que não podemos, e aí, temos que lembrar de quem somos, olhar fotos de quando éramos menores nos ajudam, então é hora de levantar e começar de novo. Cheia de sonhos. Apenas como uma pequena criança.


Eu acho que vou mudar o  mundo...

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Entre Primos

Letícia- Henrique, sua mãe achou a escova?
Henrique - Não. Você viu a vó?
L. - Pra perguntar onde está a escova?
H. - É!
L. - Não. Mas depois eu te ajudo a achar.
H. - A vó?
L. - Não, a escova.
                                                                     :S


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Quase oitenta anos

O coração de uma mulher é uma caixinha de segredos e surpresas. Segredos que nunca serão revelados e surpresas que nunca serãao descobertas. É assim o coração de uma mulher.

E mesmo depois de toda essa história de amor, sua caixinha permaneceu fechada por quase oitenta anos.

Dedicado a todas as Roses desse mundo e a todos os Jakes que conheceram uma Rose

RE- Pressão

Não, não, não! Não, eu não agüento mais ouvir ‘não’.  Nunca, de jeito nenhum, aff, também valem. Enfim, são tantos ‘nãos’ na nossa cabeça que é até difícil esquecermos essas repressões e fazermos o que temos vontade, fazer a nossa opinião acontecer.
Algumas vezes, até achamos que eles, os dizedores de ‘não’ estão certos e então nós escondemos, fazemos o que eles tem vontade, fazemos a opinião deles acontecer. Quanto a nós? Estamos errados.
Não... última vez que repito essa palavra.  Eu digo NÃO as pessoas que dizem NÃO. Pode ser que sirva para educar ou algo parecido, mas fora isso, não é necessário ficar dizendo tal palavra. Vai saber se esse ‘não’ que foi dito acabe com o sonho que mudaria o mundo? ou com o sonho que mudaria a vida de uma única pessoa? se você soubesse disso, diria esse mesmo ‘não’?
Foi cansada de ouvir ‘nãos’ impulsivos que comecei a pensar sobre os ‘nãos’ que eu digo e nos possíveis sonhos estragados. Então, lembrando de um filme em que se faziam algo parecido eu decido que a partir de agora vou substituir as palavras negativas por positivas.
Depois conto a vocês o resultado e peço a quem ler esse texto participar também na campanha do SIM.
Sim?


Press the buton!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Ao infinito e além

Caminhar é chato para quem aprendeu a voar.


Por Mariana Prianti

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Estrelas

Ela era uma menina que apesar de ter 18 anos, era inocente. Meiguíssima, curiosa e aventureira nunca tinha saído de casa e agora vivia seu maior sonho: poder ver, do lado de fora as ‘estrelas’ do céu. No caminho,  tocou a grama e a terra pela primeira vez, viu os animais e as plantas, as pedras e os rios. Viu gente. Quando a noite chegou, um pouco antes de realizar seu maior sonho, veio o medo:
- E agora? eu passei toda a minha vida correndo atrás do meu sonho e agora que estou tão perto de realizá-lo... ( ela fez uma pausa) o que vou fazer depois? o que virá agora?
- Bem, primeiro curta esse sonho que se realiza. Quanto ao depois, do jeito que você é, não vai demorar muito para arranjar outro sonho e lutar até realizá-lo.
Ela sorriu, agradecendo talvez. Ele continuou:
- Agora olhe, a primeiro ‘ estrela’ apareceu.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Lágrima que não vem

Chorar faz bem.  Nunca segure uma lágrima que for.
Chorar. Existem vários tipos de choro: os de tristeza, de raiva, de alegria... De emoção!
As mulheres em geral, não são o ‘sexo frágil’ como dizem, pelo contrário, somos muito fortes. Em dias como hoje, contradizendo o começo do texto, eu segurei por várias vezes o choro. E para isso, é necessária muita força.
E agora, sozinha em meu quarto, as lágrimas simplesmente não escorrem.
Todos os sintomas ‘pré-choro’ estão presentes: a dor funda no peito, como se alguém tivesse colocado-o em uma caixa menor que o seu tamanho, enfiasse e tirasse vagarosamente uma faca de lá; o nó seco na garganta; as mãos trêmulas; voz falha; cabeça longe e a visão embaçada pela água.
Assim passei o dia todo. Chorando sem lágrimas. O porquê? Não sei. As mulheres têm dias assim, mas sensíveis. Frágeis? Não. Apenas sensíveis, carentes.
E são nesses dias em que precisamos de mais força, para continuar, continuar sem que ninguém perceba. Pois se perceber, eu me entregarei. Quando estou no estado ‘ pré – choro’ as palavras ‘aconteceu alguma coisa?’ ou ‘está tudo bem?’ São decifradas em meu corpo como um comando involuntário de ‘chore’.
Só porque nesse momento, provavelmente teria pessoas a minha volta e eu sinceramente não queria chorar.
E agora, sozinha em meu quarto eu quero as lágrimas! Afinal, já estou chorando, só que sem elas...
Sabe a parte boa de chorar de noite? Você chora, chora, chora à vontade até molhar o travesseiro e perder o fôlego. Depois começa o ‘pós choro’ e os soluços que não param até você dormir. E no dia seguinte, você está se sentindo bem novamente. Incrível, não?
Finalmente as lágrimas caem, correm sobre meu rosto e eu posso sentir minha boca salgada. Ah! Como é bom chorar...! Todo o ‘pré choro’ acaba. Sinto apenas o silêncio e as lágrimas. Fecho os olhos bem devagar e curto o momento. Por um segundo tudo parecer parar, o coração, o barulho, as mãos tremulas... só vejo a escuridão dos meus olhos fechados e sinto as lágrimas correndo, uma por uma. Para mim, essa é a melhor parte do choro.
O melhor do pior. Esse é também o melhor e o mais sincero choro – o silencioso, aquele que vem sem ser convidado, sem avisar que está chegando. Simplesmente toca o seu coração e quando se dá conta, está chorando.
Nunca segure uma lágrima que for.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Jardim de infância

A mais pura e verdadeira beleza está na terceira idade. Esse é um grupo de pessoas muito especiais, com altíssimo nível de conhecimento e coração bom. Já viveram tanta coisa! Esse meu texto será dedicado a principalmente duas pessoas: minha bisavó Severina de 97 anos e meu avô Dito de 76 anos. E todos os outros desse grupo, claro!
Acho a coisa mais mágica do mundo uma pessoa que depois de tantos anos de vida, volta a ser criança! Precisa de cuidados, carinhos... Redescobre a vida vivendo por viver, sem grandes objetivos, apenas esperando o próximo dia chegar. Falando assim até parece ruim, mas não é. Afinal, o que há de errado em viver simplesmente pelo prazer de viver, de cheirar uma flor, de acompanhar uma borboleta voando¿
A beleza da terceira idade está no fato de apesar de já terem passado pela infância, adolescência e juventude, aprendendo assim tudo o que a vida poderia lhes ensinar, voltam a serem crianças. Passaram por todas as fazes da vida e acabam na melhor delas. Realmente temos muito que aprender com eles!
Meu avô Dito, hoje tem muitas doenças, mas qualquer um, repito, qualquer um que esteja em sua volta receberá uma história, uma piada, um sorriso. Qualquer um que o visite depois do almoço será recebido com um abraço carinhoso e o melhor café do mundo! (apesar das mãos, que agora tremem) Ele te contará a história de sua vida e cada aventura que passou para não perdê-la. Contará com orgulho como conquistou minha avó e criou os filhos, netos e agora um bisneto. Enche a boca para dizer que estudou, esteve presente na 1ª comunhão, formou e casou todos os filhos e espera morrer só depois que fizer o mesmo com todos os netos. Família grande essa! E mesmo assim ele tornou quase todos Palmeirenses... Esse vó Dito!
A minha bisa Severina já é mais velha e tem mais dificuldades também – já não enxerga bem, não escuta quase nada, faz tudo a seu ritmo mas não nega uma festinha e acha ruim quando queremos levá-la embora. Tem dias em que ela se senta na sala e começa a bater palmas cantando músicas que ninguém nunca ouviu. Eu a visito duas vezes por ano – muito pouco, eu sei. Quando chego, nunca se lembra de mim. ‘Quem é¿’  Explico toda a história... ‘É a Luíza vó, filha da Sarinha, sua neta, lembra¿ A Sarinha do Quito¿ ‘ E aí pronto, as histórias começam e não param mais, algumas, já decorei, não ligo. Dessas histórias, tem uma em especial que ela nunca me contou, foi a minha tia avó que passou a história para toda a família.
Uma manhã, minha bisa acordou sorridente. Ela então perguntou o porquê. A resposta:
- Hoje, quando eu acordei, eu vi o seu pai e sua irmã (ambos mortos) no meu quarto. Eles vieram me visitar e disseram que o lugar que eles estão morando agora é bonito... Lá é tranqüilo. Eles me chamaram, falaram para eu ir com eles. Eu... eu disse que eu não queria ir ainda, que aqui ainda estava bom e que daqui a pouco eu vou. Minha hora está chegando. Eles sorriram para mim e foram embora.
(...)
A beleza mais verdadeira épura do mundo está nela. A beleza que geralmente encontramos num jardim de infância ou num ‘velhinho’.
Na verdade, essa beleza está em todos nós, mas apenas alguns alcançam um nível espiritual que deixa essa tal beleza florescer, superando a vaidade, a preocupação... a vida adulta. Acho meu vô e a minha bisa as pessoas mais belas do mundo! E os amo de mais.

Uma coreografia de sentimentos

E lá estava ela mais uma vez. Suas mãos suavam, suas pernas tremiam. Os olhares do público estavam todos voltados contra ela, mesmo no escuro. Ela era experiente nisso, mas nem toda experiência do mundo tiraria aquele nervosismo. E ela tenta loucamente se acalmar pra que quando as luzes acendam, de tudo certo, que ela dance linda, leve e confiante. E ela tenta desacelerar sua respiração, lembrar pelo menos o começo de sua coreografia. Tenta incorporar o personagem, então ela coloca um sorriso em seu rosto, e o frio na barriga só aumenta.
E então a luz acende. Ela está lá, no palco, mais linda impossível. Todos olham para ela na esperança de que algo surpreendente está por vir. É agora, a hora de começar a dançar. Não a nada a esperar, e então uma pequena sensação de que vai dar um branco, ela irá se esquecer de alguma parte da coreografia, mas ela não liga muito, pois não há mais tempo para pensar, agora é a hora de agir. E então ela começa a dançar, uma nova expectativa é criada em cada um dos espectadores. Agora nada mais importa. Não existe o mundo aqui fora, nem nada que a impeça de dançar, ela se esquece dos problemas. Sorri mais que nunca, suas bochechas doem, mas nada nesse mundo a fará parar de sorrir, pois ela está feliz e aquele momento pede um sorriso, sem aquele sorriso a coreografia não estaria completa.
E com aquele mesmo sorriso no rosto em que começou, ela termina. Confiante. Então, os aplausos, um reconhecimento de sua dança. Ela também agradece ao público, e sai do palco. Feliz, e ainda sorrindo, por mais uma dança, mais um momento, mais uma emoção. Não é apenas mais uma, é a dança. Pois nenhuma é igual, nenhuma é menos importante que a outra, são todas únicas.
Texto dedicado a todas as bailarinas.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Obrigada,

Obrigada! Obrigada por mais um ano que termina.
Dei o meu máximo em tudo que podia durante esse ano, e tive a recompensa. As vezes, pensava em desistir, jogar tudo para cima. Sentei, chorei, levantei a cabeça, respirei e segui em frente incontáveis vezes. Tive o apoio da minha irmã, família, amigas, Nossa Senhora.
Ano intenso esse! Se fizer uma retrospectiva, esquecerei de muitas coisas, claro. Mas fico feliz por poder dizer que só me arrependo de coisas que fiz, e não de coisas que deixei de fazer. Nessas horas, apenas uma frase vinha a minha cabeça:
“Se errar, errei.  Mas fui porque falhei, não fui boa o bastante, e não porque não tive coragem”
Todo mundo comete erros, a diferença está entre aqueles que assumem e tentam concertar e os que simplesmente ignoram.
Errei, e muito. Magoei pessoas sem querer, pequei, menti, não fiz uma ou outra tarefa... Coisas da vida.
Tive muitos desafios, mas no final, superei todos. Pode parecer um pouco metida falando assim, mas termino esse ano feliz, contemplada e realizada.
Só tenho a agradecer a todas as pessoas que estiveram comigo durante todo o ano, mesmo que tenha durado apenas um segundo, você fez sim, a diferença. E por isso digo agora, obrigada!
Teve uma pessoa em especial que eu me arrependo apenas de não ter a conhecido antes, porque mesmo a distância ela faz a diferença. Ensinou-me a viver sem medo do que os outros vão pensar, a ser eu mesma sempre. A viver intensamente. Se for dançar, que dance com a alma, dance por dançar, e não para receber aplausos- eles são apenas a conseqüência de quem dança assim. Se for amar, ame com todas as suas forças. Se for rir, não se reprima – abra seu melhor sorriso. E, se estiver no ano da sua formatura, bem, nesse caso, essa pessoa me ensinou uma coisa: Se jogue em frente às câmeras! Obrigada.
Um ano termina, e outro se inicia. Esse é o meu momento de pensar. Pensar no que foi feito, e no que farei no próximo ano. É o meu momento de rezar. Pedir perdão e perdoar. De amar, e ser amada. Pedir para que o próximo ano seja tão bom quanto esse. Que tenha tantos desafios quanto esse, porque assim, quando chegar ao fim, estarei tão realizada quanto agora, agradecendo por todas as conquistas.
Mais uma vez, obrigada a tudo e a todos.  Um feliz Natal, e um ótimo Ano Novo! E que venha 2011!!!


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Reflexo

E os dias vão passando...  Hora após hora, dia após dia, semana após semana. E assim a vida nos leva. Para onde? Sinceramente não sei. O tempo simplesmente passa. Tudo muda. Inclusive nós. Paro no meio de uma multidão, me fecho em minha bolha. O silêncio vem a tona e tudo o que vejo é o tempo passando, dando rugas e cabelos brancos a alguns, tirando a juventude de outros, dando vida a terceiros.
Tempo. Coisa mais engraçada essa.
Ah! Se eu pudesse controlá-lo... Fazer tudo passar mais rápido agora, acabar com essa angústia de uma vez. Eu sei que vai passar. Mas o tempo é ingrato e vai fazer passar bem devagar para eu não me esquecer. Como se eu precisasse disso para lembrar o que acontece comigo agora.
Ah! Se eu pudesse controlá-lo... Parar o tempo. Voltar a época das risadas, dos abraços, do carinho, do amor.
Tempo tão ingrato esse que torna momentos ruins tão longos e sacrificantes e os bons, tão curtos! Tempo tão bom esse que ele, e somente ele, é capaz de curar a dor, e que mesmo com sua passagem, torna as boas lembranças inesquecíveis. Tempo esse que torna as crianças em adultos em um piscar de olhos.
Tempo, tempo, tempo. Onde eu te encotro? Onde eu posso fugir de ti?
Tempo que se sente, tempo que se passa, tempo que se vê, tempo que se esquece.
Tempo que agora me dá vontade de pegar o primeiro relógio que vir na minha frente e jogá-lo contra a parede.
Tempo esse que tanto agradeço.
Tempo esse que me confunde quando olho meu reflexo no espelho. Cresci.


We gonna fight

Brigar faz parte. Mostra a liberdade que se tem de mostrar a opinião contrária. Preocupação, carinho, afeto. Mostra o contato, ou o excesso dele.
Briga entre irmãos? Essencial para a formação.
Entre amigos? Essencial para a confiança.
Entre pessoas que se amam? Essencial para o perdão.  

Sonhos

Apaixonei-me por você ou pela pessoa que criei com seu rosto em meus sonhos? Já acordei feliz pelo ‘dia anterior’ e então me lembrei que isso seria impossível se tratando de você.
Sonho acordada, dormindo... Sonho com você.  E quando acordo... Nada. Os sonhos nos enganam. Lá, tudo o que queremos pode se tornar realidade. E então eu criei um personagem perfeito – com seu rosto e assim era feliz sempre que sonhava.
Agora, acordei definitivamente e sei que você nunca teve o meu amor. Isso pertence aos meus sonhos. E lá continuará guardado até achar a pessoa errada.
Porque a certa só existe nos sonhos.

Tão perto e tão longe

Sabe o que aconteceu? Eu simplesmente cansei das conversas de MSN. Tão frias. Tão secas. Tão falsas.
Como saberei se a pessoa do outro lado é 100% verdadeira como eu? Se quando ela digita : ) está realmente sorrindo? Sorrindo para mim? Não sei. Apenas confio.
Mas sinto falta do cara a cara. Do olho no olho. Poder saber a verdade! Ter a pessoa ali, e não dividi-la com mais 20 janelas piscando.
Ver o sorriso, se o cabelo cresceu ou não, ver a pessoa  corando... Senti-la.
MSN, tão perto, tão longe!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Nem Sempre

Ela- desculpa, é que eu me perdi... Você sabe onde fica a Rua Albuquerque?
Ele- Eu..eu não sou daqui! Se soubesse, te ajudaria.
Ela – Obrigada de qualquer jeito.
[No café da manha do hotel]
Ele- Você não é a menina perdida?
Ela – Era... Já achei o hotel.
Ele- Então esse hotel fica na Rua Albuquerque?
Ela- Não, na Rua Albuquerque fica o hospital da pessoa que me diria onde ficar.
Ele- Desculpa, não entendi...
Ela- É, na verdade você entendeu tudo errado. Quando fui conversar com você não estava te cantando! Eu e meu noivo morávamos em São Paulo, e ele trabalhava aqui. Ontem me ligaram do serviço dele pedindo para vir para cá urgente. Meu noivo sofreu um acidente na fábrica e está internado! Eu estou numa cidade que nunca estive antes e quando procuro ajuda você... ( interrompida pelo choro)
Ele- Ei, calma... Desculpa, eu..eu  ( ele disse tentando abraçá-la)
Ela- Me solta! O que você está fazendo?! Não ouviu mesmo nada do que eu acabei de dizer?
Ela foi embora logo após o enterro e os dois nunca mais se viram.
Nem sempre vamos viver aquela historia do amor perfeito. As vezes as coisas dão errado e temos que saber superar cada obstáculo. A cada instante o mundo gira e muda, temos que girar junto, estar pronto para a cada instante nos desapegarmos ao antigo e estarmos pronto para o novo, por mais que seja inseguro, incerto. E é aí que está o mistério da vida: na descoberta!
Nem sempre o que sonhamos acontece, mas quem sabe, o que não aconteceu abre espaço para algo melhor?
Observe uma criança pequena...Ela está descobrindo o mundo! Ela não está nem aí para o que aconteceu a um segundo... Só lhe interessa a próxima brincadeira, a próxima descoberta.
Olhe as pequenas mãozinhas apoiadas na beira do fogão para ver o fogo. O olhar até brilha... A cabeça dando uma volta de 180ºC para acompanhar o avião...Um beijinho roubado na bochecha da colega do jardim de infância...
Pare de programar tudo! Viver da agenda e do seu BlackBarry! Pare de ler livros de autoajuda e romances impossíveis!
Olhe o fogo, acompanhe o avião passando, roube um beijo, um abraço, um sorriso. Sonhar é ótimo, mas não viva disso... se sonhar que seja para dizer depois- que o meu sonho se torne realidade! E lutar por isso. A vida pode parecer longa num dia ruim de trabalho, mas no final ela é curta e se passa em flashbacks na sua cabeça.
Feche os olhos agora e resuma sua vida. Tudo que vem a sua cabeça agora são os bons momentos, a família, os risos, os amigos... Então se no final só nos lembramos das coisas boas (os momento ruins vem a tona também, mas eles são apenas velhas lembranças de momentos que agora, você ri) porque perder tempo com coisas pequenas e insignificantes como um relatório? Uma briga? A busca de um relacionamento perfeito?

Jogue seus braços no ar, respire e viva intensamente sem medo de ser feliz. Sorria, mesmo para os desconhecidos, grite quando tiver vontade, chore, dance, ame,  cozinhe, cante, pule e se liberte!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Um caso ao Acaso


As melhores coisas da vida acontecem ao acaso, quando não planejamos e simplesmente vivemos. Ao acaso meu pais se conheceram e se apaixonaram, ao acaso te conheci e me apaixonei. Ao acaso, um dia você se apaixonará por mim.

Devia ter amado mais
 Ter chorado mais
  Ter visto o sol nascer
   Devia ter arriscado mais e até errado mais
    Ter feito o que eu queria fazer
     Queria ter aceitado as pessoas como elas são
      Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
       O acaso vai me proteger
        Enquanto eu andar distraído
         O acaso vai me proteger
          Enquanto eu andar...
           Devia ter complicado menos, trabalhado menos
            Ter visto o sol se pôr
             Devia ter me importado menos com problemas pequenos
              Ter morrido de amor
               Queria ter aceitado a vida como ela é
                A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier
                 O acaso vai me proteger
                  Enquanto eu andar distraído?
                    O acaso vai me proteger
                      Enquanto eu andar...
                       Devia ter complicado menos, trabalhado menos
                       Ter visto o sol se pôr.