sexta-feira, 8 de julho de 2011

Cisne Branco

Parece delicada, suave. Realmente, uma plumagem branca. Mas é forte, sim! Muito forte Só ela sabe. Aguentou muita coisa e agora está lá. Mais linda impossivel. Seus sentimentos se confudem, quase fica nervosa, mas não, é confiante, entra no palco determinada, sabe exatamente o que fazer. Em sua caminhada ao foco encara a platéia que ainda não a ve, respira fundo. Treme? Não. No meio de uma multidão o encontra. (Ele veio!) Agora sim, finalmente fica nervosa. Um nervosismo maravilhoso! Quer dar o seu melhor no palco e numa ação inspirada, pisa forte. A luz a atinge. Sua roupa branca brilha, muito. Seu sorriso mais ainda. O coque impecável. Bela maquiagem. Pose cheia de técnica e expressão. Na cabeça a contagem, é involuntária depois de tantos ensaios. ...7,8 a música começa. Lança um rápido olhar a um certo alguem da platéia, certifica-se que a atenção é para ela. Marca um ponto no meio do nada e vai. DANÇA. Agora sim, ela treme, grita, chora, silencia.Esquece tudo. Milhares de coisas passam por sua cabeça, tantas coisa que não consegue se prender a nada. Mente vazia, coração aberto, corpo solto. DANÇA. Ela não sabe mais o que e nem como faz o que está fazendo agora.
É verdade, tem gente que dança pra emagrecer, tem gente que dança pra estar num grupo, dança pra se mostrar, dança por obrigação. Tem gente que dança por que precisa dançar.
Tem gente que dança pra esquecer, pra fugir. Por dinheiro. É triste.
Mas também tem muita gente que dança sem motivo, dança por dançar. Dança porque ama. E é nessas pessoas que vemos a dança, que vemos aquele sorriso sincero, aquela explosão de alegria por estar ali, e não aquele sorriso ensaiado. É diferente. É aí que se ve a delicadeza e a junção de todos os passos de bailarina e não uma sequência de passos decorados. Se ve a dança. É maravilhoso.
Tem gente que dança sem motivo, dança por dançar. Dança porque ama. O cisne branco se transforma e ama dançar.



Dedicado a todos os cisnes do mundo da dança, independentemente do estilo. Dancem e continuem dançado, sem motivo, sem entender, com técnica, sem técnica, gordos ou magros, dancem.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Yin Yang

O contrário do amor, como muitos pensam, não é o ódio, e sim a indiferença. Reflita.

Confuse?

He'll be so perfect to me that if we stay togheter this perfection will get not so fun, not so perfect. Sometimes what is not perfect for you in your mind, gets perfect in life. And what sounds perfect in your mind, in life loose the fun, the meaning, the love.
The conclusion?
- Hate the person that you love or the person that you love you will hate;
or
- Start to love the person that you hate.
Confuse?
Oh! now you know the love.


Eu tenho medo de perder o que nem é meu.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Satori

Sabe de uma coisa? Apesar de TODOS os pesares dessa vida, eu a amo. É sério. Claro, eu tenho os meus momentos - e que momentos- ruins, mas como disse são só momentos.
A adolescência está bem longe de ser uma fase ruim, é so uma fase onde tudo não parece, e sim é, mais intenso: as alegrias e as tristezas, os romances e as desilusões, os sonhos e a realidade. Mas como uma amiga minha diz:

Que bom que eu posso ter espinhas ao invés de rugas!
Que bom que eu me preucupo com provas de escola ao invés de provas de faculdade!
Que bom que eu procuro, quando quero um trabalho voluntário ao invés de correr atrás de estágios e mais estágios por obrigação!

Isso é  pura verdade! É MARAVILHOSO poder chegar em casa depois daquela sexta-feira, último dia daquela semana, chutar o tênis e gritar: HA!Hoje é sexta- feira! Almoçar e de tarde fazer o melhor brigadeiro de microondas do MUNDO!
Tenho certeza que uma senhora já não ve mais tanta graça numa santa colher de brigadeiro. E aí? Qual a melhor idade?
Também é uma delícia tomar banho ouvindo música alta dublando com o pote de shampoo ou condicionador - coisas julgadas ridículas ou de filme americano, que nós recebemos carta branca com a desculpa de: adolescentes.
Deeixa os adultos pensarem assim! Mal sabem eles o que tão perdendo. Ou sabem e agora esqueceram, ou quiseram esquecer.
Não importa, eu só sei que agora bateu o satori de que é tempo de fazer o que eu quero, desligar o botaozinho da opiniao alheia e seguir em frente.
Não ligar se vou parecer a adolescente apaixonada, dramática, exagerada, louca, rebelde, patricinha, moleca, estudiosa de mais, desleixada de mais, FELIZ de mais! Eu só vou curtir meus momentos, e se alguma coisa der errada, relaxa, a sexta- feira sempre vai chegar trazendo com ela uma deliciosa tarde com brigadeiro e as amigas.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Welcome realidade!

Quando somos pequenos, sonhamos em abraçar o  mundo, o que na nossa cabeça não é difícil, pensamos que podemos fazer tudo facilmente, como parte essencial e natural de nossa vida. No meu caso em particular, achava que realizar esses sonhos era tão fácil, que prometi a mim mesma nunca reclamar da vida, dos estudos, do trabalho, ou da própria adolescência como via os mais velhos fazendo.
Era tão óbvio crescer sendo uma boa aluna, me formar no inglês, no ballet, no jazz, ter um tempinho de sobra para aprender tocar violão e cantar, ou quem sabe cozinhar. Escrever no blog, ler um livro e claro, ficar com a família e as amigas! Quando chegasse no último ano, daria aquele gás a mais e pronto. No outro ano, lá estaria eu em uma boa faculdade, cheio de ‘extras’ no currículo, o que me levaria à um bom estágio, e depois, eu seria muito bem sucedida numa profissão em que eu pudesse mudar o mundo! Seria plenamente feliz com o meu marido e os meus filhos – um casal de gêmeos, seriam aquelas crianças calmas e sorridentes, que saberiam brincar sozinhos num parquinho.
A gente vai crescendo, a realidade vai chegando... e no começo até vemos os nossos sonhos se encaminhando à nossa vida. Mas aí, parece que eles acham uma curva e mudam completamente a rota. Vão ficando cada vez mais e mais distantes de nós. Cada vez mais difíceis de serem alcançados.
Cai a ficha de que não vou me formar no ballet, não vou nem fazer aula de jazz. Tempo de sobra? Adeus violão e cozinha! Blog apenas em situações extremas de alegria ou desespero.  Livro vira obrigação de escola, família vira motorista, e amigas, colegas de sala. Quando se chega ao nono ano ‘descobre’ uma palavra em que você deseja seriamente rancar a dentes e unhas do dicionário. VESTIBULAR. Parece que a partir de agora todos os professores só falam nisso em todas as aulas. Isso te sufuca. Me sufoca, e muito. Bem, conseguindo estar numa boa faculdade, e um trabalho quem sabe, você descobrirá que não será bem recompensada e não vai poder mudar o mundo! Afinal, já e tão difícil convencer um coordenador de Ensino Fudamental II, ou nossos pais de uma opinião, quem dirá mudar o MUNDO??
Quanto ao felizes para sempre com o seu marido plenamente feliz, você descobre que tem que conquistá-lo primeiro, e isso não chega nem perto do fácil, ou até mesmo do difícil. E aprende em ciências que cientificamente dependendo da sua família você nunca terá gêmeos, e é isso.
Existe uma frase que descreve bem a realidade “ É fácil desistir de algo que não se dá muito valor, difícil é lutar por algo que se quer muito.” Ou então “ Desistir de algo que se quer muito e mais difícil que lutar por algo que não é do seu interesse”, não lembro qual é a correta. Só sei que é difícil e triste chegar a conclusão que você não vai poder realizar seus sonhos de criança. Sonhos que mal pareciam sonhos, de tão naturais que lhes parecia.
Acho que esse texto é mais um pedido de desculpa a mim mesma. A mim mesma quando era criança. Pedindo desculpa por quebrar um promessa- isso era o fim, eu dava valor a minha palavra. E prometi que quando tivesse um sonho, eu iria realizá-lo sempre, e que nunca iria reclamar da vida, dos estudos, do trabalho, ou da própria adolescência como via os mais velhos fazendo.
Desculpa, mas a vida é sim difícil, e quando vamos crescendo vamos abrindo mão de alguns sonhos para realizar outros. Mesmo que esses outros sonhos não sejam nossos propriamente ditos. Acho que se eu pudesse voltar no tempo e pedir desculpa pra mim mesma, eu aceitaria, afinal, era incapaz de negar um pedido de perdão – achava que isso, o perdão, também era um dos caminhos para a paz mundial.
Fui uma criança cheia de sonhos... E agora, na adolescência, acho que tudo vai dar errado, que não vou conseguir fazer nada. Mas, essa é uma fase cheia de medos e incertezas mesmo. Quem sabe eu me torne uma adulta sonhadora, e seguindo a ‘profecia’ de Walt Disney, If you can dream it, you can do it – Se você pode sonhar com isso, você pode fazer; eu mude o mundo, e termine todos os meus sonhos! Parecia tão fácil antes, e talvez seja mesmo, é só o medo subindo nas nossas cabeças que nos faz pensar que não podemos, e aí, temos que lembrar de quem somos, olhar fotos de quando éramos menores nos ajudam, então é hora de levantar e começar de novo. Cheia de sonhos. Apenas como uma pequena criança.


Eu acho que vou mudar o  mundo...

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Entre Primos

Letícia- Henrique, sua mãe achou a escova?
Henrique - Não. Você viu a vó?
L. - Pra perguntar onde está a escova?
H. - É!
L. - Não. Mas depois eu te ajudo a achar.
H. - A vó?
L. - Não, a escova.
                                                                     :S


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Quase oitenta anos

O coração de uma mulher é uma caixinha de segredos e surpresas. Segredos que nunca serão revelados e surpresas que nunca serãao descobertas. É assim o coração de uma mulher.

E mesmo depois de toda essa história de amor, sua caixinha permaneceu fechada por quase oitenta anos.

Dedicado a todas as Roses desse mundo e a todos os Jakes que conheceram uma Rose

RE- Pressão

Não, não, não! Não, eu não agüento mais ouvir ‘não’.  Nunca, de jeito nenhum, aff, também valem. Enfim, são tantos ‘nãos’ na nossa cabeça que é até difícil esquecermos essas repressões e fazermos o que temos vontade, fazer a nossa opinião acontecer.
Algumas vezes, até achamos que eles, os dizedores de ‘não’ estão certos e então nós escondemos, fazemos o que eles tem vontade, fazemos a opinião deles acontecer. Quanto a nós? Estamos errados.
Não... última vez que repito essa palavra.  Eu digo NÃO as pessoas que dizem NÃO. Pode ser que sirva para educar ou algo parecido, mas fora isso, não é necessário ficar dizendo tal palavra. Vai saber se esse ‘não’ que foi dito acabe com o sonho que mudaria o mundo? ou com o sonho que mudaria a vida de uma única pessoa? se você soubesse disso, diria esse mesmo ‘não’?
Foi cansada de ouvir ‘nãos’ impulsivos que comecei a pensar sobre os ‘nãos’ que eu digo e nos possíveis sonhos estragados. Então, lembrando de um filme em que se faziam algo parecido eu decido que a partir de agora vou substituir as palavras negativas por positivas.
Depois conto a vocês o resultado e peço a quem ler esse texto participar também na campanha do SIM.
Sim?


Press the buton!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Ao infinito e além

Caminhar é chato para quem aprendeu a voar.


Por Mariana Prianti

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Estrelas

Ela era uma menina que apesar de ter 18 anos, era inocente. Meiguíssima, curiosa e aventureira nunca tinha saído de casa e agora vivia seu maior sonho: poder ver, do lado de fora as ‘estrelas’ do céu. No caminho,  tocou a grama e a terra pela primeira vez, viu os animais e as plantas, as pedras e os rios. Viu gente. Quando a noite chegou, um pouco antes de realizar seu maior sonho, veio o medo:
- E agora? eu passei toda a minha vida correndo atrás do meu sonho e agora que estou tão perto de realizá-lo... ( ela fez uma pausa) o que vou fazer depois? o que virá agora?
- Bem, primeiro curta esse sonho que se realiza. Quanto ao depois, do jeito que você é, não vai demorar muito para arranjar outro sonho e lutar até realizá-lo.
Ela sorriu, agradecendo talvez. Ele continuou:
- Agora olhe, a primeiro ‘ estrela’ apareceu.